quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Comunicado da CUT e da Federação dos Palestinos

por Maurício Tragtenberg**

‘A 4 de abril passado assinaram o Comunicado Conjunto acima que salienta os seguintes itens: partem da posição de classe como trabalhadores explorados e oprimidos submetidos à exploração capitalistas. Partem da compreensão da natureza agressiva do imperialismo norte-americano que agride diretamente os países da América Central, África e Ásia em aliança com as forças racistas, sionistas, ditatoriais e fascistas do mundo.

‘E de acordo com o espírito de solidariedade internacional e de classe entre os trabalhadores do mundo, para eliminar a injustiça, repressão e o imperialismo, reuniu-se a delegação acima de trabalhadores palestinos com a CUT resultando as conclusões:

‘Que o imperialismo é o inimigo principal dos povos do mundo; que o Estado de Israel é uma base avançada de imperialismo americano e foi implantado às custas do povo palestino para defender os interesses imperialistas, políticos e econômicos, particularmente os petrolíferos e garantir a exploração das riquezas do O. Médio; isso termina vitimando inclusive os judeus, em conseqüência das sucessivas guerras e ocupações promovidas pelo E. de Israel ditadas pelo imperialismo; Que condenam a desapropriação das terras palestinas e seu confisco por parte das autoridades militares de ocupação israelense e a criação de colônias israelenses nessa terra, a demolição das casas de palestinos, a expulsão da população palestina e de seus líderes políticos e sindicais de suas terras; o controle das fontes hídricas (água) e das terras de uso público e a imposição da opressão e o terrorismo contra os cidadãos e a prisão de inúmeros combatentes palestinos em cárceres de Israel;

Que reafirmam os direitos inalienáveis do povo palestino à auto determinação,ao retorno e à criação de seu Estado independente no seu solo pátrio, cuja capital seja Jerusalém, sob a liderança da OLP – única e legítima representante deste povo a caminho de um Estado laico e democrático, onde possam conviver em paz as comunidades judaicas, cristã e muçulmana,com igualdade de direitos, sem discriminação de raça, cor ou religião.

Concluem apelando ao fim da guerra Irã-Iraque por uma solução negociada da mesma, condenam a pirataria do imperialismo americano contra a Líbia e o apoio ‘aos contras’ por Reagan na Nicarágua visando sua vietnamização. ‘Assinam as duas centrais sindicais’.


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* Publicado in: Notícias Populares, de 09.04.1986 (Coluna NO BATENTE); e, também, na Revista Espaço Acadêmico, nº. 28, setembro de 2003, disponível em http://www.espacoacademico.com.br/028/28mt_02041984.htm
** Maurício Tragtenberg é professor da Unicamp e da Fundação Getúlio Vargas.

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